Fusão entre gigantes cria a maior companhia aérea do mundo

Recentemente a United Airlines e a a Continental Airlines anunciaram a fusão por meio de swap de ações, ou seja, a junção de patrimonio e fluxo de caixa sem prêmio. Esse modelo de fusão faz com estas duas tradicionais companhias aéreas tornem-se a maior companhia aérea do mundo em receita. A promessa das empresas é de uma melhora em seus serviços e aumento nos trechos e rotas atendidas. A marca United permanecerá no mercado, devido sua maior credibilidade e conhecimento do público estrangeiro. Dois grandes problemas estão sendo discutidos e podem causar certa preocupação sobre a fusão da United com a Continental: O 1º e mais obvio é quanto a força de trabalho, ou seja, quantos desses funcionários perderão seus empregos, já que em uma fusão é claramente necessária a demissão de pessoal devido a sobreposição de cargos e funções. O 2º é o que mais preocupa nós consumidores, pois com o nascimento de uma companhia tão grande e com uma fatia de mercado tão relevante (22% dos assentos apenas no mercado norte americano), certamente a concorrência diminuirá e os preços podem aumentar, ainda mais com as perdas que as companhis tiveram no biênio 2008/2009. Voltando para os âmbitos comunicaionais, em uma fusão como essa, como definir por exemplo, qual marca deve continuar operando e qual deve “deixar de existir”? Como proteger a marca destes problemas evidentes e assegurar a pressão dos sindicatos e da sociedade? Em situações como a descrita acima, o mais correto a fazer é fazer uma pesquisa de reputação com consumidores para que seja analisada qual marca é mais forte e com qual modelo de serviço o consumidor se identifica mais, isso garante uma continuidade saudável para o bem-estar da empresa, dos acionistas e dos consumidores.

Cresce o número de fusões e aquisições

O mês de agosto, foi o mais movimentado no âmbito das fusões e aquisições no mundo todo, com um crescimento de 21 por cento se comparado ao ano passado. Tal fato deve-se a estabilidade do mercado americano e aumento do “poder de sedução” para investimento dos países emergentes.

Um ressurgimento da força nas opções de financiamento tem incentivado a busca de acordos que tinham sido deixados de lado na primeira metade do ano. Empresas de capital de risco também voltaram.

Até agora este ano, a atividade global de fusões e aquisições totalizou 1,678 trilhão de dólares, crescimento de 21 por cento na relação anual, segundo dados preliminares da Thomson Reuters.

A atividade de fusões e aquisições dos países do Bric, formado por Brasil, Rússia, Índia e China, representou 18 por cento do total no mundo até agora este ano, percentual recorde. No geral, o nível de atividade dos Brics cresceu 65 por cento em relação ao mesmo período de 2009.

Isto comprova o poder das economias emergentes, que estão se firmando cada dia mais como potencias econômicas. Os governos e as agências reguladoras devem tomar cuidado na hora de aprovar essas aquisições, para que grupos nacionais não se tornem fonte de renda para investidores estrangeiros que querem apenas ver o seu dinheiro crescer. Uma fusão deve ser analisada e aprovada somente se for favorável aos investidores, a companhia que será vendida, aos colaboradores e ao mercado como um todo, só assim teremos empresas e gestões saudaveis.

Fundo nacional 3G capital adquire rede Burguer King

O Grupo Brasileiro 3G capital, como sede em Nova Yorke e liderado por Marcel Telles e Alberto Sucupira (Maiores acionistas da AnInbev), deram outra “tacada” espetacular no “business game”, ao comprarem a rede de lanchonetes americana Burguer King.

A aquisição ocorreu por meio da compra de todas as ações da empresa em Bolsa de Valores, a um valor total de U$ 4 bilhões de dólares. A Aquisição teve a aprovação unanime do conelho de administração, e como única exigência teve o refinanciamento das dívidas da empresa.

O fundo 3G capital, tem como estratégia investir em companhias Globais com marca sólida, por oferecer menos risco. Tal fato pode ser comprovado já que menos de 24 horas após o anúncio da aquisição, as ações do Burguer King na NYSE compradas a U$24 estavam valendo U$29, o que significa um ganho siginificativo para o Fundo antes mesmo da oficialização da compra pelos orgãos reguladores.

Com a compra, espera-se a expansão da rede no Brasil, que ainda conta com poucas lanchonetes e enfrenta a forte concorrência do McDonalds. O Fundo pretende ampliar agressivamente a participação do Burguer King nos mercados emergentes.

Tam e Lan seguem tendência mundial e criam uma das maiores companhias aéreas do mundo.

A maior companhia aérea brasileira, a TAM, anunciou a fusão com uma de suas concorrentes latino-americanas, a LAN, criando a maior companhias aérea da América Latina.

A fusão ainda espera aprovação das agências reguladoras do mercado, mas se aprovada, pode trazer inúmeros benefícios para os clientes, que certamente poderão obter passagens a preços mais competitivos e maior variedade de destinos oferecidos. A fusão cria uma nova companhia a LATAM Airlines Group, o terceiro maior conglomerado em capitalização do mercado aeroviário, atrás somente de dois grupos asiáticos, o Air China e Singapore Airlines.

Aproximadamente 46 milhões de pessoas poderão viajar a 115 destinos, em 23 países. A América Latina estaria mais bem conectada regionalmente, e ofereceria também melhores conexões com a Europa e até com o resto do globo. A fusão acontece num momento decisivo, por um lado, é crescente o número de pessoas que podem pagar para voar no Brasil, no Chile e em outros países da região, que saíram da crise financeira internacional com um crescimento econômico superior ao dos países desenvolvidos. Por outro lado, a concorrência por esses passageiros se intensifica à medida que outras companhias se fusionam e se consolidam global e regionalmente.

A fusão é uma operação estratégica e segue uma tendência mercadológica pós crise, nos EUA a United Airlines e a Continental estão em processo acelerado para consolidar-se como líder mundial do setor, e na América Latina, temos a união da Avianca com a Taca. Estas fusões são essenciais para a sobrevivência em um mercado cada vez mais competitivo e com maior demanda, cabe as companhias aproveitar o momento e se beneficiarem para sobreviverem a este selvagem mercado.

O Poder da Especulação

    Empresas muio grandes, com muitos recursos e alta concorrência costumam “abocanhar” empresas menores para ganhar mercado, especialmente Multinacionais com filiais em países em desenvolvimento.

    Ultimamente temos acompanhado duas grandes especulações de companhias que podem ser adquiridas por gigantes Globais.

    Uma diz respeito a brasileira Positivo, líder nacional na comercialização de PC’s e com ações negociadas na BVMF. De uns meses para cá, muito se falou sobre a venda da Positivo para a gigante Chinesa/Americana LENOVO.

    Para a Lenovo seria uma ótima oportunidade de firmar-se perante o consumidor de varejo, (já que no segmento empresarial é líder mundial), e expandir suas operações na América do Sul (na qual já é vice líder de vendas).

    No entanto, tudo não passa de boatos, (ao menos por enquanto), mas mesmo assim nos últimos dois meses as ações da Positivo dispararam e a empresa foi obrigada a soltar um fato relevante para o mercado explicando a situação.

    Outro processo de fusão muito comentado na última semana, foi o da Americana Palm, que estaria a venda, e mais uma vez o nome da Chinesa Lenovo aparecia entre uma das principais interessadas na compra.

    Só que mais uma vez tudo não passou de especulação, e hoje 29/04, foi anunciada a venda da Palm para a maior concorrente da Lenovo, a HP.

    Isso traz um sinal de alerta, até que ponto podemos confiar em informações que rondam o mercado? O velho problema da regulação e do controle de informações volta com força total.

    Mas quem deve ser punido? As agências de noticias que divulgam as informações e sempre dizem ter fontes confíaveis, ou as empresas, que mesmo com boatos se beneficiam por meio da valorização de suas ações e só se pronunciam quando orgãos de regulação, (CVM no Brasil), os obrigam a dizer algo?

   O fato é que fusão empresarial pode ser benéfica para a empresa mesmo quando ela não existe de fato, e quem deve ficar mais atento são os acionistas e investidores, que podem perder dinheiro com boatos como os citados acima.

    Essa é mais uma das muitas variáveis complexas que rondam o mundo empresarial.

    Enjoy it.

Entenda o que é uma fusão empresarial.

Somos um grupo formado na Faculdade Cásper Líbero no 3º ano do curso de Relações Públicas e usaremos este espaço para publicar nosso ponto de vista sobre as Fusões e Aquisições no mundo corporativo.

Antes de começarmos é necessário que tenhamos em mente o real significado de uma fusão empresarial.:

A Fusão de Empresas é uma operação de ordem financeira e jurídica, que une duas ou mais sociedades. A partir da junção dessas empresas (que podem ou não ser do mesmo segmento), há a aglutinação de patrimônios. Tal efeito cria uma nova empresa do ponto de vista Jurídico.

Existem algumas normas e leis que regulam e definem critérios para que a fusão seja validada, no caso das Companhias com capital aberto (listadas em Bolsa), é necessária a aprovação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Com o atual cenário econômico cresce a tendência de concentração de capitais e segmentos de produtos nas mãos de grandes grupos empresariais.   Esta tendência ocorre devido à concorrência de mercado e à necessidade de reduzir custos operacionais na empresa, como forma de manter o produto competitivo no mercado consumidor.

Podemos também destacar como estratégia empresarial a Aquisição de empresas, onde determinada Companhia adquire os ativos financeiros e patrimoniais de outra empresa, tornando-se assim controladora financeira desta corporação.

Em resumo as Fusões e Aquisições propiciam redução de custos operacionais, otimização na produção, mas põe o mercado sob o risco de ações monopolistas, apesar de mantida a individualização das marcas dos produtos já presentes no mercado.

Ao longo dos posts aqui publicados explicaremos melhor as condições legais, administrativas e claro, comunicacionais para a realização destas estratégias de negócios.